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22 junho 2010

Eu tenho alguns problemas com Laio

“Mas a vida não é uma corrida em linha reta. Quando se começa a correr na direção errada, quanto mais rápido for o corredor, mais longe ele ficará do ponto de chegada.” (Ruben Alves)

Eu tenho alguns problemas com Laio, mas nunca passaram de problemas de opinião, ou de crença, principalmente de crença. Como em minhas opiniões, crenças não passam de opiniões sobre um assunto que não conseguimos dominar, decido logicamente determinar que os problemas entre eu e Laio não passam de problemas de crença.

23 dezembro 2009

Artístico - Parte Final

Parte 3: Arte e sedução na modernidade

A arte (e a sedução) evoluíram ao mesmo tempo como um indicador de aptidão e um meio de obtenção de vantagens reprodutivas, através da influência indireta do status. (E isto não será difícil de compreender se observarmos a atração que os artistas exercem sobre os fãs).

20 dezembro 2009

Artístico - Parte 02

Parte 2: As nossas caudas de pavão

A seleção natural somente pode favorecer comportamentos que promovem a sobrevivência, e nisto a arte parece completamente inútil. A arte custa demasiado tempo e energia e, em retorno, oferece muito pouco. Contudo, este embaraço está por desfazer-se aos poucos. O psicólogo evolutivo Geoffrey Miller (2000), reavaliando a teoria de seleção sexual de Darwin (um complemento poderoso à sua teoria da seleção natural), propõe que a arte obedece sim a um princípio evolutivo: não ao princípio de sobrevivência, mas ao de reprodução.

17 dezembro 2009

Artístico - Parte 01

Parte 1: Mozart Versus O homem da pintura rupestre

Avaliar as coisas de uma perspectiva histórica é sempre difícil – embora nós os historiadores objetem que útil e gratificante. Difícil, porque o passado é uma coisa que não está mais lá à mostra, e difícil também porque o passado não é igual ao presente, simplesmente.

Eu quero colocar a idéia de “artístico” (representação criativa do mundo) na esteira do tempo, fazer-lhe uma resumida crítica histórica. Bem, a “arte” muda no tempo, através das gerações e civilizações – até desembocar nalgum ponto onde não saberemos mais dizer se há ali cultura. Um ponto onde o humano deixa de ser humano. Para fins didáticos, vamos pôr as coisas em síntese numa escala cronológica:

18 novembro 2009

A Arte da Feiúra e da Injustiça

Sou um jogador razoável do futebol do Playstation (são tantas variações de jogos, PES, WE, Bomba Patch, que prefiro me referir a eles somente como “futebol do Play 2”). Não, razoável não. É mentira, falei aquilo por falsa modéstia. Eu jogo bem. Por um bom tempo eu fui o melhor da galera aqui. O problema é que eu não ganho uma partida. Chuto, chuto e a bola não entra, para que no finalzinho o adversário faça um gol descarado e ganhe o jogo. O futebol é o esporte da injustiça (com boas exceções, é claro). E nestas horas o leitor já deve estar se perguntando: “outro texto sobre futebol?”. Não. Eu abro com esse preâmbulo somente para dizer que dia desses fui numa apresentação de um concurso de música erudita e achei injusto o resultado.

05 novembro 2009