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07 novembro 2010

Amacabeada

Tinha olhos que só viam o pior, sendo pior mesmo era a cabeça acompanhar o que achava ruim nas imagens e idéias delas construídas, numa criatividade tão absurda que nunca conseguia empregar em coisa de futuro. O juízo antes era de tamanho bom, porém, de folgado passou a se apertar com tanta imaginação dentro. Nunca desejou tanto pensamento junto e assim aprendeu na cara de lia a sua fuga – veja só que armada, fugir é coisa de muita esperteza veja lá quando se consegue a proeza de correr de si mesmo.
  

04 outubro 2009

A Vida dos Outros

Tenho mania de encarar os livros de duas maneiras: ora são estórias que, durante o período de leitura, se confundirão com a minha; ora enquanto dados ditos importantes para, digamos, um aprendizado. Adentrar nesse universo construído em via dupla, a de quem escreve e a do leitor, é sem dúvida um caminho cheio de novidades. Pois bem, foi dentro de tal perspectiva que me deparei com Persépolis, livro da iraniana Marjane Satrapi, que retrata portanto suas verdades sobre a construção da história de sua nação.