12 outubro 2009

Icaríneo

Nuvens descem
O Sol ferve
O Mar goteja
Destas alturas
Tudo borbulha
Nenhuma luz está acesa

Rumar as estrelas é tarefa inútil
Coisa de bardos e bestas

Procuro a sombra funesta
Do que não presta
E de quem deseja
Quem dera o vinho fosse
A veia acridoce da moça ali quieta

Chegada dos sem porto
Partida dos sem meta...


Foi-se


Edson de Paula

5 comentários:

  1. "Chegada dos sem porto
    partida dos sem meta..."

    Foi preciso desvirginar esse post. Nossa! Preciso de uma cachaça...

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  2. Claro, para cumprir com nossos objetivos malévolos.

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  3. Que bom, poesia nesse blog tão sério!

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  4. Que blog sério que nada! O blog é resenha. Seriedade mesmo é a gente bebendo!

    E por que poesia não é uma coisa séria? Escrevi uns dois sonetos por aí e me deu muito mais trabalho que qualquer texto que eu fiz pro blog...

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  5. Ei! Talvez fosse esse "Foi-se"(ou essa foice) a melhor parte do poema, porém ele num é do texto não, é do iscrepe do inorgut. Chá pra lá, quer dizer, chá pra cá é bem mió.

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