23 Setembro 2010

Quando eu vou

Esse problema não é de ninguém,

tropeçamos nele, levantamos e seguimos.

É um imenso problema,

mas não é meu.

Se quiser, leve-o com você.

Dê-lhe banho, corte as unhas, faça como quiser.

Mas não o deixe aqui, na minha frente.

Porque aqui eu o vejo, o sinto,

e não o quero sentir, ver, cheirar.

Leve-o e lhe darei alguns trocados,

Mas nunca mais apareça, você, ele e todo o resto.

Suma, e suma comigo também,

me desapareça.

Mas me desapareça devagarzinho

que é pra eu poder lembrar por que eu quis assim.

Rodolfo Carneiro.

9 comentários:

KABELO disse...

perdemos um cientista politico e ganhamos um poeta?

Anne disse...

e que poeta ...
e que expressão...

Juliano disse...

Que nada. Ninguém ganhou ou perdeu coisa alguma.
O poeta havia tirado férias.

Laís Medeiros disse...

carai véi. Rodolfo...caramba.

Laís Medeiros disse...

Ah, preciso dizer que esse blog tem ganhado minha afeição. Os textos estão repletos de subjetividades, que lindo!

Paulo disse...

Que boiola!

Paulo disse...

Foi Salésio que comentou pelo meu. Safado.

Jadinha Araújo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (pra Salésio)

que com certeza não é poeta, mas o comentário foi engraçado.

Jadinha Araújo disse...

Acho que Rodolfo quer esquecer algo. Já é o segunto texto que ele escreve e se entrega nas entrelinhas.

Desculpa se eu tiver errada!

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